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terça-feira, 4 de maio de 2004

Cresce número de consumidores de maconha nos EUA

4 de maio de 2004, UOL Últimas Notícias


CHICAGO (Reuters) - O abuso e a dependência da maconha cresceram nos Estados Unidos na década de 1990, provavelmente porque a droga ficou mais potente, segundo estudo divulgado na terça-feira.

O consumo da maconha entre adultos permaneceu estável, na casa dos 4 por cento, na década passada, mas os casos de dependência ou abuso da droga saltaram de 1,2 para 1,5 por cento do total da população, segundo estudo publicado na revista da Associação Médica Americana.

Isso significa que mais 800 mil adultos abusaram da maconha ou ficaram viciados, segundo Wilson Compton, diretor da Divisão de Epidemiologia, Serviços e Pesquisa de Prevenção do Instituto Nacional do Abuso de Drogas, em nota à imprensa.

O aumento foi mais significativo entre jovens negros dos dois sexos e entre rapazes hispânicos. "O estudo sugere que precisamos desenvolver formas de monitorar o contínuo aumento do abuso e da dependência da maconha. Também é preciso fortalecer os esforços de prevenção e intervenção, com programas voltados especificamente a jovens hispânicos e afro-americanos," disse Nora Volkow, também diretora da divisão.

A Associação Psiquiátrica Americana define abuso como o uso repetido sob condições perigosas, que implique problemas legais ou provoque prejuízos ao estudo, ao trabalho e às relações sociais. A dependência é definida como o aumento da tolerância, o uso compulsivo, a perda de controle e o consumo contínuo, apesar de problemas físicos e psicológicos.

O estudo foi feito com base em uma pesquisa realizada em 1991 e 1992 com 42.862 pessoas acima de 18 anos, e repetida de forma similar, em 2001 e 2002, com 43.093 participantes.

O aumento da potência da maconha na década passada pode ser parcialmente responsável pelos casos de abuso e dependência, disseram os autores do estudo. Fatores culturais, psicossociais, econômicos e comportamentais também influenciaram o aumento de casos.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2004/05/04/ult729u36287.jhtm

quarta-feira, 3 de março de 2004

Grande parte de homicídios no Brasil tem relação com drogas

3 de março de 2004, UOL Últimas Notícias

Carolina Schwartz

SÃO PAULO (Reuters) - Um documento divulgado nesta quarta-feira sobre a relação das drogas com a violência no mundo alertou, em suas primeiras páginas, sobre o peso que crimes relacionados a elas tem nas cidades do Brasil.

Segundo o relatório de uma agência de controle de drogas ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), uma grande parte dos quase 30 mil homicídios cometidos no país anualmente está ligada ao consumo e tráfico de drogas. O Relatório Anual da Junta Internacional de Controle de Drogas (INCB, na sigla em inglês) afirmou ainda que crianças de rua usadas pelos traficantes para a movimentação das drogas são "freqüentemente mortas por saber demais, roubar demais ou ser apanhadas no fogo cruzado entre gangues e traficantes".

O documento disse também que uma pesquisa do Banco Mundial na América Latina sobre gangues mostrou que "os grupos envolvidos no tráfico de drogas tinham maior nível de violência do que os que não estavam ligados à atividade".

A INCB destacou como positivo um maior enfoque do sistema judicial do Brasil na luta contra o tráfico e o crescente uso de penas alternativas para usuários de drogas. Apesar disso, o relatório afirmou que tais penas não são acessíveis a todos.

"Os serviços de tratamento e reabilitação oferecidos gratuitamente pelo governo ainda são limitados, e pessoas de baixa renda quase não têm acesso a essas alternativas", disse o documento do órgão, cujo objetivo é monitorar a implementação das convenções da ONU sobre drogas.

Em fevereiro, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que acaba com a prisão para os usuários de drogas. A medida ainda tem que passar pelo Senado para entrar em vigor.

Pela lei, um juiz determinará se o usuário sofrerá uma advertência verbal ou escrita ou se precisará cumprir trabalho comunitário. O magistrado poderá ainda encaminhar a pessoa a uma instituição para tratamento médico.

Atualmente, a Justiça decide a punição para o usuário, que varia de 6 meses a 2 anos de prisão. Existe também a possibilidade de multa.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/inter/reuters/2004/03/03/ult27u40967.jhtm
 

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